terça-feira, 17 de março de 2009



Enfeitando documentos

Word/Reprodução

Que tal criar um documento como o da figura com o Word do Office 2007 usando apenas os recursos corriqueiros do programa? É mais fácil do que parece. Senão, vejamos... Carregue o Word e abra um novo documento. Tecle Enter uma ou duas vezes para abrir um espaço no alto do documento e deixe o cursor de edição no início da linha. Comece pelos quatro triângulos que formam os cantos. Que, na verdade, são o mesmo triângulo em quatro diferentes posições e arranjos e se não parecem triângulos é porque estão parcialmente escondidos pelos cantos de uma “caixa de texto” inserida sobre eles, como logo veremos. Mas onde conseguir um triângulo com uma ilustração abstrata no Word? Não sei. Mas como conseguir um quadrado eu sei: procurando entre as imagens disponíveis na coleção de ilustrações oferecidas pelo programa e denominada “Clip-art”. Passe para a Faixa de Opções “Inserir” e clique no ícone “Clip-art” (o segundo da esquerda para a direita no grupo “Ilustrações”) para abrir o painel “Clip-art” à direita da tela. Entre com “abstrato” (assim mesmo, porém sem aspas”) na caixa “Procurar por”, deixe as outras duas caixas como estão e clique em “Ir”. Você será brindado com mais de uma centena de miniaturas de desenhos em arte abstrata. Percorra a coleção acionando o elevador da borda direita do painel e escolha aquele que mais lhe agradar. Um clique duplo sobre ele inserirá a figura no local do cursor. O problema é que a figura é demasiadamente grande. Para reduzi-la às dimensões adequadas selecione a imagem clicando sobre ela, mova o cursor para cima do pequeno círculo que marca seu canto inferior direito até que assuma a forma de uma seta dupla inclinada, prema o botão principal do mouse e arraste o canto da figura até que ela assuma o tamanho conveniente. Neste ponto, você terá um quadrado no canto superior esquerdo do documento. Mas precisamos de um triângulo. Selecione o quadrado para forçar o aparecimento da entrada “Ferramentas de imagem” na barra título e clique nela para abrir sua Faixa de Opções. Nela, acione a entrada “Forma de imagem”. Aparecerá um painel com diversos formatos. No segundo conjunto, “Formas básicas”, há um pequeno triângulo. Clique nele e seu quadrado imediatamente assume o formato triangular. Pronto, temos nosso canto triangular. Clique nele, acione a combinação de teclas “Ctrl C” para copiá-lo na Área de Transferência e acione três vezes seguidas a combinação “Ctrl V” para colá-lo no documento para criar quatro triângulos iguais na mesma linha. Clique entre o segundo e o terceiro e tecle Enter tantas vezes quantas necessárias para mover os dois últimos triângulos para a extremidade inferior do documento (cuja altura é de sua escolha). Depois clique entre os dois triângulos do alto da página para colocar o cursor de edição entre eles e tecle a barra de espaço para mover o segundo para o canto superior esquerdo. Repita o procedimento com os dois triângulos de baixo da página. Agora teremos quatro triângulos, um em cada canto do documento. Três deles não estão na posição desejada. Vamos corrigir isso. Selecione o primeiro, abra novamente a Faixa de Opções “Ferramentas de imagem”, procure pela entrada “Girar” e acione-a tantas vezes quantas necessárias até que o triângulo fique na posição correta. Repita com os outros dois. Você terá quatro triângulos limitando seu documento. O corpo do documento será formado por uma caixa de texto simples. Para isso abra a faixa de opções “Inserir”, clique em “Caixa de Texto” e escolha o primeiro modelo para inserir uma caixa de texto no local do cursor. Com o mouse, arraste cada canto da caixa para o centro de cada triângulo, criando o efeito de moldura. Pronto. Agora é escolher uma fonte adequada de tamanho conveniente e dar o seu recado...
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sexta-feira, 13 de março de 2009

GENEBRA, Suíça (AFP) - A 'World Wide Web' (www) comemora nesta sexta-feira seus 20 anos de existência e um de seus criadores admitiu que há particularidades desse fenônemo que o preocupam.
A criação da web pelo gênio da informática britânico Tim Berners-Lee e outros cientistas do Centro de Física de Partículas Nucleares Europeu (CERN) pavimentou o caminho para o surgimento da internet, que viria a modificar nossa vida diária.
Berners-Lee e seus colegas do CERN, como Robert Cailliau, que originalmente criou o sistema que permite que milhares de cientistas no mundo todo ficassem em contato, participou nas comemorações da data nesta sexta-feira no laboratório.
Em março de 1989, o jovem Berners-Lee entregou a seu supervisor um documento intitulado 'Gerenciamento de informação: uma proposta".
O supervisor descreveu o texto como "vago, mas empolgante" e deu autorização para que Berners-Lee seguisse em frente com o projeto.
"Havia algo no ar, algo que ia acontecer mais cedo ou mais tarde", afirmou o ex-engenheiro de sistemas do CERN, Robert Cailliau, que fazia parte da equipe de Berners-Lee.
Eles criaram a linguagem global do hipertexto - o "http" dos endereços da web - e elaboraram o primeiro navegador de rede (web browser) em outubro de 1990, que era muito parecido com o que ainda usamos hoje em dia.
"Tudo que as pessoas fazem hoje, blogs e comunidades e essas coisas, era o que estávamos fazendo em 1990, não havia diferença. Foi assim que começamos", conta Cailliau.
A tecnologia da www foi disponibilizada para um uso mais amplo na internet a partir de 1991, depois que o CERN decidiu não prosseguir com seu desenvolvimento, tomando a decisão histórica, dois anos mais tarde, de não cobrar royalties por sua criação.
Cailliau ainda se mostra maravilhado com o desenvolvimento de um meio que permite que o conhecimento seja expandido livremente, pois nunca imaginou que os motores de busca ganhariam a importância que assumiram hoje em dia.
"Um motor de busca é muito centralizado. Já que a web é totalmente descentralizada, eu não poderia prever como as coisas aconteceriam", comenta.
Mas o desenvolvimento comercial da rede irrita, e muito, alguns de seus fundadores.
"Há algumas coisas que eu não gosto, como a invasão da propaganda", explica Caillau, que prefere a idéia de um "micropagamento" direto ao fornecedores de informação.
"E ainda há o grande problema da identidade, é claro, a confiança entre a pessoa que consulta e a pessoa que proporciona a página, assim como a proteção das crianças a certos conteúdos", acrescenta.
Berners-Lee, agora pesquisador do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, e professor de ciência da computação na Southampton University, ainda lidera o World Wide Web Consortium que coordena o desenvolvimento da web.
Lynn St. Amour, chefe executiva da Internet Society, explica que a web (rede) ainda é erroneamente confundida com a internet.
"A internet é uma vasta rede de redes, interconectadas de muitas formas físicas diferentes, e mesmo assim falando uma linguagem comum", afirma.
"A web é uma coisa - embora influente e muito conhecida - de muitas aplicações diferentes que ocorrem na internet".
"A grande realização de Tim Berners-Lee foi reconhecer o poder e o potencial da internet", conclui a cientista.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Alerta contra e-mail falso

Se você receber um e-mail da Polícia Federal (PF), não siga a instrução de clicar no link para atualizar dados. A mensagem é falsa, segundo a Superintendência da PF no Distrito Federal. Em nota divulgada na tarde de ontem, a polícia informou ter recebido diversos telefonemas ao longo do dia denuciando a circulação de um e-mail supostamente atribuído ao Departamento de PF. “A Polícia Federal alerta que não solicita informações por e-mail e não autoriza nenhum outro órgão a fazê-lo”, informa a nota. A PF orienta os cidadãos que receberem esse tipo de mensagem a excluí-los permanentemente.

terça-feira, 3 de março de 2009


COMPORTAMENTO

Perseguição virtual

Com a chegada do bullying ao ciberespaço e com um número maior de jovens acessando a internet, família e escola precisam prestar atenção aos maus usos da web.
Que a internet é uma excelente fonte de pesquisa e de aprendizado para os adolescentes, todo mundo já sabe. Porém, o mau uso da web também pode gerar muita dor de cabeça para a garotada. E não é só por causa dos conteúdos impróprios. Alguns jovens utilizam a rede mundial de computadores para intimidar e humilhar colegas de escola ou amigos da rua que, por vários motivos, não conseguem se defender. O nome dessa prática é ciberbullying e tem com principal ferramenta as redes sociais, mensagens SMS e comunicadores instantâneos.

O bullying é uma manifestação de violência, geralmente na escola, que é repetitiva e tem como intenção maior ofender um colega, sem motivo evidente. Na maioria das vezes, as principais estratégias utilizadas são agressões físicas e verbais, como provocações e apelidos. “É possível, sim, desmoralizar a vítima também pela internet”, explica a professora de Ética da Universidade Católica de Brasília (UCB) Janete dos Santos. Não faltam meios para que os jovens sofram e pratiquem o ciberbullying.

Redes sociais e programas de bate-papo são os meios preferidos pelos agressores virtuais. A diretora pedagógica do Ciman, Lucy Aiffami, acredita que a internet pode potencializar os efeitos do bullying. “Na migração para o mundo virtual, o problema toma uma dimensão muito maior, mais preocupante”, comenta. A professora da UCB concorda com a educadora. “É uma ferramenta que está à disposição dos jovens, mas eles não têm noção do alcance. Na rede, a exposição da vítima aumenta muito”, ressalta Janete. A ONG espanhola Protégeles, que analisa a relação entre crianças e novas tecnologias da informação, concluiu que 60% das vítimas de ciberbullyng são meninas. Segundo dados da pesquisa, a maioria das vítimas desses ataques virtuais tem entre 13 e 14 anos e 10% são menores de 10 anos de idade.
Como evitar

Os especialistas ouvidos pelo Correio concordam que a melhor forma de evitar o ciberbullying é envolver a escola e a família. A professora de ética da UCB Janete dos Santos entende que os pais precisam participar mais da vida digital dos filhos. “É preciso averiguar o tempo de navegação e, quem sabe, até pedir um relatório dos sites visitados”, comenta ela. Para Adriana Kampff, as instituições de ensino não podem fugir da educação digital. “As escolas têm que abordar esse tema, falando sobre as posturas adequadas na internet”, opina. A diretora pedagógica conta que, no colégio, algumas matérias são voltas a discutir esse tópico. “Nós temos aulas de comunicação eletrônica, ética e cidadania e filosofia, que buscam orientar os jovens”, explica.
Quem procurar

Na maioria das vez, o ciberbullying não traz ameaças à integridade física das vítimas. Geralmente, as ações são provocações e intimidações. Nesses casos, é importante que a família do agressor e da vítima tentem resolver o problema e procurem a escola para que ela também participe da discussão.
Preste atenção
Bate-papo

Outra maneira utilizada por quem comete ciberbullying são os programas de mensagens instantâneas. Muito popular entre os jovens, esse tipo de software possibilita que os usuários conversem pela internet.
Lista de amigos

Durante as conversas, os jovens contam muitos segredos sem ter certeza de quem está do outro lado e os praticantes do ciberbullying se aproveitam para gravar essas conversas e espalhar pela rede.
Mensagens

Como as mensagens são passadas instantaneamente, o diálogo é semelhante ao ocorrido cara a cara. Por isso, os agressores aproveitam para mandar várias mensagens com ameaças e agressões.
Proteção

Os programas de bate-papo oferecem funções para bloquear usuários indesejados. Outra recomendação é não aceitar convites para conversar com desconhecidos e evitar diálogos íntimos ou importantes. Redes Sociais A preocupação com a ocorrência do ciberbullying nas redes sociais é tanta que foi assinado um acordo entre países europeus para combater a prática e proteger a privacidade dos internautas menores de 18 anos. Ele impede que os perfis dos usuários menores sejam encontrados pelas ferramentas de busca dos sites e pelos mecanismos de busca da internet.
Scraps

Uma forma comum de ciberbullying nas redes sociais é por meio dos pequenos recados deixados no perfil do usuário. Os comentários podem trazer agressões e ameaças, muitas vezes anônimas.
Fotos

O usuário deve tomar cuidado com imagens que exponham a ele mesmo, amigos, namorados ou familiares. O problema está nos comentários, muitas vezes agressivos, sobre as fotos.
Proteção

No Orkut, por exemplo, é possível apagar e denunciar para o servidor scraps que contenham abusos e agressões. Também é possível ativar filtros que permitam somente comentários de amigos, como no Facebbok.
Perfis Anônimos

Outra prática comum nas redes sociais é a criação de perfis anônimos. Os jovens criam contas falsas, geralmente sem fotos e endereços de e-mail, nos sites e se escondem atrás delas para ofender colegas. Blogs São diários nos quais os jovens contam sobre as atividades cotidianas. Nos blogs, é importante prestar atenção aos assuntos e aos comentários abordados pelos usuários.
Posts

Muitos jovens postam coisas íntimas (como paixões e namoros) e acabam ficando muito expostos a agressões e intimidações. Outra possibilidade é criar blogs falsos para humilhar as vítimas.
Comentários

Nos blogs é permitido que outras pessoas comentem os posts. Nesses espaços os jovens praticam o ciberbullying escrevendo comentários para intimidar o dono do diário, como nos scraps das redes sociais.
Proteção

A melhor solução é moderar os comentários. Dessa forma, o usuário pode controlar os recados que serão publicados. Outra recomendação é os pais se atentarem para os casos de abuso em posts e comentários.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009


O próximo filme a ser assistido pelas turmas de informática é o: Piratas da Informática.
Feito pelo canal pago TNT e lançado diretamente para a televisão, Piratas da Informática conta a história da criação das empresas Apple e Microsoft e, obviamente, um pouco do relacionamento Steve Jobs (Noah Wyle, da série ER) e Bill Gates (Anthony Michael Hall, da série The Dead Zone), dois estudantes da década de 70 que se tornaram os homens mais ricos e supervalorizados dos anos 90 devido a sua intuição de vender computadores pessoais.Tanto Steve Jobs quanto Bill Gates, o filme demonstra as relações de ambos personagens como a indústria da computação. Enquanto Jobs é um vaidoso perfeccionista, Gates não passa de um apático nerd, mas sem seus amigos por perto (Steve Worzniak e Paul Allen) talvez nunca tivessem levado suas idéias ao limite – mesmo que estas idéias fossem a de piratear grandes empresas como IBM e Xerox ou até a si mesmos.
Gênero: Drama duração: 95 minutos ano: EUA/1999

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Apresentação do Dia da Internet Segura - Brasil -10/02/ 2009
O Dia da Internet Segura (“Safer Internet Day”) é uma iniciativa anual da INSAFE, rede de organizações patrocinada pelo programa Safer Internet Plus, da Comissão Européia. O objetivo geral da rede e da data é promover o uso ético e seguro da Internet e outras tecnologias, por meio da difusão de informações, recursos e guias de boas práticas.
Em 2008, 56 países participaram do evento. Neste ano, no dia 10 de fevereiro, ocorrerão atividades educativas e de prevenção em 65 países.
No Brasil, a organização do evento está sob a responsabilidade da
SaferNet Brasil e do Ministério Público Federal, os quais vêm buscando outras instituições interessadas em participar da rede, por meio do desenvolvimento de atividades de prevenção e da divulgação de informações.
A proposta do evento é a responsabilidade compartilhada entre governos, educadores, pais, ONGs, veículos de mídia, indústria e outros atores relevantes na proteção dos direitos dos cidadãos no que se refere ao uso das novas tecnologias. Os organizadores acreditam que a parceria entre esses atores é fundamental para garantir o uso positivo dessas novas tecnologias, bem como reduzir os riscos decorrentes de comportamentos perigosos ou abusivos.
Objetivo
Envolver os diferentes atores institucionais, públicos e privados, na promoção de atividades de conscientização em torno do uso seguro e responsável das novas tecnologias de informação, especialmente por crianças e adolescentes. O dia 10 de fevereiro concentrará o maior números de atividades e será também uma oportunidade para a formação e consolidação de parcerias em torno do tema.
Atividades propostas para o Dia da Internet Segura:
Campanhas de conscientização na mídia (inserção do tema na programação regular, produção e veiculação de campanhas informativas, anúncios, websites, comunidades, blogs).‏
Concursos e games envolvendo crianças
Seminários com pesquisadores, provedores, pais e jovens
Coletivas de imprens
Gincanas em escolas
Chats com especialistas

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Os 7 desafios do novo Windows
Depois do estrondoso fracasso do Windows Vista, a Microsoft lança nova versão de seu sistema operacional correndo atrás dos avanços da concorrência
O Windows 7 chega para substituir um dos lançamentos da Microsoft mais questionados, o Windows Vista. Com a pretensão de se tornar um sistema operacional que respondesse aos avanços do Mac O.S., próprios dos computadores da Apple, o predecessor do Sete não convenceu nem os usuários domésticos nem os corporativos, que não viram vantagem em atualizar os recursos de suas máquinas para suportarem a novidade pesadona. Com o pé atrás dos consumidores, a empresa de Bill Gates se viu obrigada até a adiar o fim do bom e velho Windows XP, lançando ainda em 2001.
Agora, a Microsoft lança o Windows 7 reconhecendo suas semelhanças com o Windows Vista, mas prometendo um sistema operacional melhorado e mais estável. Durante a apresentação da novidade, que foi antecipada para a edição deste ano da Consumer Eletronic Show 2009, realizada em janeiro, em Las Vegas, o executivo da empresa Michael Dunner detalhou os problemas do Vista e chegou a classificar o User Account Control (UAC), responsável por impedir alterações desautorizadas no PC, como aborrecedor e o chamou de um dos “maiores problemas” do sistema.
CONFIRA QUAIS OS DESAFIOS QUE O WINDOWS 7 TEM DE ENFRENTAR PARA SE TORNAR UM SUCESSO E APAGAR A MÁCULA DEIXADA POR SEU ANTECESSOR
Mais rápido O Windows Vista iniciava, inicializava e não terminava de ligar. Uma das promessas da Microsoft é de que o Windows 7 deve levar menos tempo para ligar. Num primeiro momento, a agilidade adicional é notada no novo SO, mas a forma como ele entra e sai do modo de espera são confusas e levam o usuário a ter de resetar o PC. Mais estável Para conquistar os usuários corporativos, que realizam atividades críticas com seus computadores, o Windows 7 tem de ser bem mais confiável que seu irmão mais novo.
Esse foi um dos principais motivos que determinaram o fracasso do Vista, já que empresários desconfiaram da novidade e preferiram manter o XP. A primeira impressão é de que o Sete, mesmo ainda em versão beta, não prima muito pela constância. Até atividades simples como anexar um documento no e-mail param o sistema. Mais seguro A plataforma Windows faz funcionar quase 90% dos computadores de todo o mundo, por isso, é o principal alvo de malwares, vírus e cavalos-de-troia, que se aproveitam de brechas nos sistemas operacionais e programas para invadir e roubar informações.
O Windows 7 não começou bem nesse quesito, inclusive, com um bug que não permite que os usuários instalassem alguns antivírus. Mais adaptável Um dos motivos para a sobrevida do Windows XP foi a impossibilidade do Vista de rodar em notebooks com configurações mais básicas, como os netbooks, que usam o XP. Mas a promessa de Steve Ballmer, chefe executivo da Microsoft, é de que o Windows 7 será o usado em todos os dispositvos. No lançamento, falou-se que o sistema operacional ajudará na convergência entre a TV, os smartphones e os PCs. Menos exigente Na largada, Vista e 7 partem mais ou menos juntos nas exigências que fazem de hardware para rodar. Os dois recomendam 1GB de memória RAM, com o Vista pedindo 2GHz de processador e o Sete apenas 1GHz. O sistema mais novo ainda consegue adotar os principais recursos visuais (como o Aero) com apenas 128MB de vídeo, contra 256MB de seu antecessor. Mas para caber nos pequeninos netbooks (com telas de até 10 polegadas), os números mínimos ainda terão de diminuir muito. Mais fácil O Windows Vista quebrou vários paradigmas em relação aos seus antecessores. E tantas mudanças deixaram tudo mais difícil. Caso do UAC, que deixa qualquer usuário menos experiente assustado com os avisos seguidos pedindo confirmação para atividades simples, como rodar uma atualização do antivírus. O 7 já deu uma grande ajuda possibilitando mudar isso logo na telinha que faz os avisos. Mais sensível A grande novidade do Windows 7, pelo menos para o marketing da Microsoft, é o suporte do sistema a telas sensíveis ao multitoque, possibilidade popularizada pelo iPhone. Agora é esperar por computadores que façam essa mágica acontecer e utilizem esse recurso.
Primeiras impressões
Instalação do sistema operacional é sensivelmente mais simples que a de seus antecessores. Os drives são facilmente reconhecidos e instalados automaticamente. Problema fica por conta de incompatibilidades.
O iniciar ficou mais inteligente. com duas seções, uma mostra os programas usados e a outra guarda informações mais recentes de cada um
O Windows Media Center parece feito na medida para ser manipulado com o novo touchscreen
Dá para adicionar um link na nova barra inferior usando o menu contexto, mais fácil e rápido
A barra inferior aglomera os programas abertos em ícones, não mais em botões retangulares
Mais customização:os gadgets saíram das laterais e podem ser espalhados pela área de trabalho
Instalar o Windows 7 é muito fácil. Em um PC com configuração média (Core 2 Duo, HD de 250 GB, 2GB de RAM e placa de vídeo offboard de 512 MB) o processo todo foi muito rápido. Em vez de criar uma partição nova para que o sistema convivesse com o Windows XP, já instalado na máquina, a opção foi colocar o 7 por cima. Logo de cara, o programa de configuração já reconhece o sistema antigo e oferece solução para a confusão: ajeitar tudo de velho em uma pasta específica, que fica acessível depois do processo terminado.
Depois das opções confirmadas, o instalador abriu uma telinha com o andamento da cópia e extração dos arquivos e mostrou outra faceta do Windows 7, o humor nos avisos no melhor modo Google. “Entamos executando a instalação e isso é tudo o que você precisa saber por enquanto”. Logo (em mais ou menos 25 minutos)o processo terminou e, como o prometido, todos os arquivos anteriores continuavam na pasta indicada. Então, começaram os problemas. Primeiro, a maioria dos programas instalados no XP não funcionava mais. Essa reação não é tão inesperada, já que o sistema operacional que já estava instalado não é o Vista, quase irmão do Windows 7. O problema é que, quando alguns softwares foram reinstalados, continuaram não funcionando. É o caso do controlador do adaptador Wi-fi da placa-mãe. Enquanto o Windows anunciava que o drive do recurso funcionava adequadamente, nenhuma rede era reconhecida pelo computador. Nem um compatibilizador do SO, que deveria reinstalar os programas da forma que o Windows 7 pedia, foi capaz de fazer alguns deles funcionarem. Mas na hora de se usar os softwares da casa, o novo sistema deu show. O Paint foi repaginado e traz funções extras, como desenhos predefinidos, em formato de nuvem, por exemplo.
O Windows Media Center, só disponível em versões avançados do Windows Vista, organiza bem os arquivos de áudio e vídeo, com uma interface que promete ser bem amigável ao uso com os dedos no multitouchscreen. O visual também melhorou muito. A barra inferior do desktop cresceu e unificou o quick-launch aos botões correspondentes das janelas abertas. Agora, tudo vira um grande ícone e pode-se visualizar o que está aberto passando o mouse sobre cada um. Os gadgets, pequenos programinhas que anotam recados, mostram as horas ou trazem RSS, deixaram as barras laterais e agora podem ser espalhados pela tela, da forma como preferir o usuário. Outra novidade interessante está no papel de parede, que não precisa mais ser só um. Dá para escolher várias imagens e o Windows vai trocando.
Outra grata novidade é o novo menu iniciar. O novo recurso aglomera no primeiro menu, como acontecia antes, os programas instalados na máquina. A melhoria fica por conta do menu de contexto criado para cada um dos softwares mais usados. Parando-se o mouse sobre o Paint, por exemplo, aparecem os últimos desenhos salvos. Quando se para sobre outros recursos, ficam habilitadas opções para executar as tarefas relacionadas. Tudo mais fácil. Lembrando que esta é apenas a primeira versão do Windows 7 disponibilizada pela Microsoft para teste (beta), o novo sistema promete, no mínimo, ser melhor que seu fracassado antecessor. Ele está mais rápido na inicialização e mais ágil ao executar as tarefas simples, tudo isso com dificuldades para o predecessor. Mas, para convencer chefes de informática das empresas mundo afora que é hora de trocar o XP, o Sete ainda tem de solucionar problemas sérios de instabilidade e incompatibilidade, não vistos nem no Vista. Para quem conseguir um PC com uma tela sensível ao toque, a novidade pode ficar melhor ainda.
fonte: www.correioweb.com.br Seção: Informática